Os autorretratos são resultado da atuação do artista sobre sua própria figura. São projeções visuais de fragmentos de sua personalidade, angústias e reflexões, construídas por meio da manipulação da imagem, pela adição de elementos externos ou pelo arranjo de cenas. Os retratos são produzidos digitalmente, e o uso de uma máquina autônoma no processo é responsável pelo descolamento e estabelecimento de  diálogo  entre o artista e sua duplicata digital. Por não possuir controle imediato do que acontece à sua frente, o ato se torna de fato um diálogo entre as duas partes, de modo que o artista lentamente projete suas intenções na imagem.

A série (em andamento) confronta fotografias antigas de família, roubadas da internet e transportadas para o formato de lambe-lambe, com o ambiente urbano, de tal modo que se estabeleça a mescla e ressignificação das memórias inerentes às imagens às da cidade. O trabalho busca tensionar relações entre a lembrança, o esquecimento e  o estranhamento ao obrigar o espectador a receber a publicização daquela lembrança íntima e anônima, que vagarosamente se incorpora ao imaginário da cidade.

This ongoing series is based on stealing old family photographs from the internet and moving them to the urban environment as poster-bombs. This works aims to tension relations between memories, forgiveness and estrangement, forcing people to receive the publicization of intimate and anonymous rememberings which slowly incorporates into the city. 

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